Blog de Sarita Borges

C'est la vie

That’s true.

a lot.

Uma manhã.

Uma pessoa que sacode às 6h da manhã para dar aulas às 7h. No meio da manhã sai para resolver qualquer coisa da vida. No rosto bate um vento refrescante e o sol aquece o corpo. Como é bom sentir o ar da primavera… nos lábios um sorriso discreto. Escutando o ipod cria-se um universo paralelo, ainda assim com muita consciência de tudo ao redor, não dá pra bobear. Cabeça nas nuvens e pés no chão. A frente e ao redor, muitas flores.

Sarita, hoje pela manhã.

Klimt - Mada Primavesi

O dia de hoje.

Foi bem bom. Começou com a minha prática de iniciantes às 10h e com muitas gargalhadas após a aula, com histórias de coisas que só acontecem no interior. Adoro sábados. Eles tem sido sempre muito alegres e divertidos. Depois, preparação do almoço para os alunos da nossa primeira turma de aprofundamento filosófico da Unidade Moinhos. Sabe pessoas queridas? Poisé, demais. Fotos entre estudos, chimas e aprendizado. Ganhei um presente lindo e inesperado, sempre bom. Coração feliz. Esperança.

Curso aperfeiçoando o ashtánga sádhana: Percepções (Parte 2)

Demorou, mas como eu havia prometido aqui está a continuação do post feito lá em julho. A vida tem sido muito boa, após esse post escreverei outro sobre as news.

Bom, entramos assim na quinta parte da prática, que são os…

5. Kriyás, atividade de purificação das mucosas. No ashtánga sádhana os kriyás preparam o corpo para que os ásanas atuem. São técnicas que promovem uma limpeza interna do nosso corpo através de um massageamento dos órgãos abdominais, desobstrução e limpeza das vias respiratórias e pulmões e, ainda, limpeza e revitalização dos globos e músculos oculares.

Num nível mais sutil, os kriyás atuam também no nosso comportamento. Promove-se, além da higiene do corpo, uma higiene mental, quando observamos mais o nosso corpo emocional e os nossos sentimentos. É importante ter a noção de que não devemos poluir a nossa mente e emoções com sentimentos pesados e negativos. Quanto mais você alimentar essas emoções ruins, mais elas criam forças e aumentam, assim é que se forma um mau hábito. Percebendo este comportamento, pare imediatamente. Conviva com o oposto, ou seja, pense logo no oposto desta emoção ruim, pense no lado bom, perceba o lado bom e vá substituindo as emoções. Ainda aqui: aprenda a atenuar o ego, este é um empecilho para despertar a força ígnea da kundaliní, responsável pela eclosão do samádhi (meta do Yôga – um estado expandido de consciência).

6.  Ásana compõe a sexta parte da prática ortodoxa de SwáSthya Yôga, são as técnicas corporais. Para ser ásana é preciso que junto da execução da técnica haja a participação da consciência. Você faz a técnica focado no seu corpo e sentindo as percepções resultantes dos movimentos. São técnicas que nos fornecem força, flexibilidade, tônus muscular, energia e, principalmente, consciência corporal.

Através da execução dos ásanas nos percebemos mais e colocamos a nossa consciência na técnica para dar o nosso melhor. Fazemos com bháva, que é um profundo sentimento ou reverência por tudo aquilo que se faz. Trabalhamos determinação e autossuperação permanecendo na técnica até o final. Aperfeiçoamos também o autoestudo, nos observando a cada instante e percebendo se podemos melhorar e avançar ainda mais. Aumentamos a nossa concentração e o nossa capacidade de foco. Resumindo: Através dos ásanas aperfeiçoamos características que são imprescindíveis para a conquista dos nossos objetivos na vida.

7. A sétima parte da prática é o Yôganidrá, técnica de descontração. Na prática é o momento em que o nosso corpo assimila as técnicas realizadas até então. Promove-se uma descontração muscular dos pés a cabeça, relaxando e soltando cada parte do corpo. Nesta parte também aprendemos a nos reprogramar emocionalmente, cultivando e exaltando sentimentos e hábitos positivos, saudáveis e, ao mesmo tempo, hábitos menos aconselháveis passam a ser eliminados.

Aplicando o yôganidrá na nossa vida, podemos afirmar que o tempo de descanso e assimilação é muito necessário, em tudo que se faça. É fundamental fazer pausas para assimilar o que foi aprendido. Após muitas horas de trabalho ou estudo, você deve parar e descansar. É aquele momento em que o sol está brilhando e você sai de casa para dar uma bela caminhada no parque, senta e toma um chimas com as pessoas queridas, aquelas que fazem a vida valer a pena. E se estiver chovendo? Aquele soninho gostoso ou aquele filme debaixo das cobertas. Recarregar as baterias.

8. Samyama é a oitava e última parte do sádhana: concentração, meditação e hiperconsciência. Consiste em você conseguir, em uma só sentada, esses três níveis de consciência. É treinamento, cada um vai até onde consegue. É o momento da prática em que tentamos cessar os pensamentos e as instabilidades da mente. Meditar é não pensar em nada, para tanto, usamos de várias técnicas para conseguir chegar neste estado. As dispersões são muitas e o samyama é o momento em que mais sentimos dificuldades, pois é muito difícil que a nossa mente não faça associações. Por que não é natural cessar os pensamentos? Tem coisas que não compreendemos no estado de consciência em que estamos agora.

Na nossa vida o samyama nos ensina a viver o momento presente. Deixe o passado para trás, o futuro ainda não lhe pertence, o que você tem é o agora. Esteja aqui e agora com toda a intensidade. É batido, eu sei, mas é isso mesmo. Carpe diem!

Essas foram as minhas percepções sobre o curso, um dos melhores que já fiz. Espero que contribua positivamente para a sua reflexão e evolução. Sinto-me feliz em poder compartilhar isso com você.

Hoje na aula de aprofundamento filosófico - DeRoseMoinhos.com

Curso aperfeiçoando o ashtánga sádhana: Percepções (Parte 1)

Há alguns dias tivemos aqui em Porto Alegre dois cursos com o professor do Método DeRose, Rogério Brant e há dias eu quero compartilhar as minhas percepções. O Método DeRose é composto por conceitos e técnicas. Rogério focou na parte conceitual da prática, como aplicar os conhecimentos adquiridos em sala no cotidiano. A parte técnica do Método é composto pelas técnicas milenares do Yôga Antigo. O ashtánga sádhana é a prática ortodoxa do método, composta por oito feixes de técnicas.

1. A primeira parte da prática são os Mudrás. Gestos reflexológicos feitos com as mãos. Gestos carregados de poder que funcionam como chaves para acessar determinados setores do inconsciente coletivo.

Aqui entendemos que este é o momento que nos tornamos receptivos para aprender. Quanto mais receptivos formos, mais aprenderemos. Assim é com tudo na vida, quando você está realmente disposto a aprender, o conhecimento é assimilado melhor, muito melhor. Até quando o professor erra, você aprende. Então aplique: para aprender, esteja receptivo.

2. A segunda parte da prática é o Pújá, retribuição de energia. É o momento que geramos identificação com o que nos cerca na prática: o local, o instrutor, o mestre do instrutor e Shiva, o homem que viveu na antiguidade e a quem é atribuido a criação do Yôga.

No dia-a-dia percebemos que quando nos identificamos com uma pessoa, passamos a ter gostos similares com os dela. Quando gostamos muito de um professor, pelo motivo que for, aprendemos mais. Havendo um link emocional, um vínculo, o conhecimento flui. Anote aí: se você gostar do professor, aprenderá mais. Isso é para qualquer professor, de qualquer coisa.

3. Os Mantras compõem a terceira parte da prática. São vocalizações de sons e ultrassons que visam desesclerosar os canais energéticos do nosso corpo para que a bioenergia possa circular. Existem mantras para conquistar extroversão e outros para introversão.

Palavra é mantra. E isso você pode aplicar em tudo o que falar. Se falou que vai fazer, faça! Se combinou de se encontrar com Fulano mais tarde, vá ao encontro. Honre a sua palavra e cumpra o que você fala. Se você não estiver afim do programa ou da ação a ser realizada, no momento em que estiver combinando não dê certeza, não se comprometa. A partir do momento que se comprometeu, cumpra.

4. Os Pránáyámas correspondem à quarta parte da prática, são técnicas que consistem na expansão da bioenergia através de respiratórios. Após termos desobstruídos os canais energéticos nos mantras, fazemos com que a energia vital circule com mais fluidez por eles, vitalizando o nosso organismo.

Você pode notar como uma pessoa está se sentindo emocionalmente analisando a sua respiração. No geral, as emoções são sentimentos subconscientes, instintivos. Num sentido mais sutil, uma das funções do pránáyáma é fazer com que as emoções tornem-se conscientes. Faz uma ponte entre o subconsciente e o consciente e você se torna capaz de interferir nas suas emoções, controlando seus sentimentos. É função da natureza fazer escolhas para você, até que você seja capaz de fazê-las.  Ela precisa sentir que você está mais preparado e então vai lhe dando mais autonomia. Se você perceber que pode mudar, é porque a natureza percebeu isso e está lhe dando a autonomia necessária. O pránáyáma lhe auxilia a perceber o seu comportamento animal e lhe dá energia para que você refine o seu comportamento, mais e mais.

— continua —

Continua no próximo post.

Instrutores e alunos curtindo o curso!

Últimas notícias…

Estou curtindo muito o feriadão.. hmm afinal só nele podemos ficar até mais tarde na internet, fazer arrumações na casa, ler bastante,ver um filme atrás do outro, acordar tarde, ouvir novas músicas, fazer novas setlists para as aulas…  bom né?

Bom, mas desejo contar aqui um pouquinho da vida. Estou adorando meu novo trabalho que é contribuir com o dia-a-dia da nossa Escola do Método DeRose e, principalmente, dar aulas.. nossa, isso tem sido muito bom pra mim! Entro na sala com energia e saio dela com muito mais! Se às vezes estou um pouco cansada e tenho que dar aula, ao terminar estou com um astral incrível… é muito bom mesmo, estar em contato com pessoas bacanas e poder ensinar um pouco da cultura que é a minha filosofia de vida. Estou me descobrindo e está sendo ótimo.

Quanto à cidade e as pessoas está sendo muito legal também. Nosso bairro, Moinhos de Vento, é uma delícia.. muito arborizado e com tudo o que precisamos pertinho de casa, podendo fazer tudo a pé. O clima agora está muito gostoso, dias ensolarados e com um leve friozinho no ar! As pessoas são muito queridas.. só estranhei um pouco o “tudo?” depois do “oi”. Fiquei esperando algo mais.. “tudo… o quê?” depois entendi que o “bem” está subentendido.. parece que os porto-alegrenses gostam de diminuir as palavras.. ok, tudo.

Nossos alunos são super queridos e os queremos cada vez mais próximos, para que consigamos formar um egrégora de pessoas legais, com bom-humor, boa cultura e bons hábitos. Tenho certeza que aos poucos isso irá acontecer. Trabalhamos para isso.

Nossa Escola é muito charmosa…, precisa de uma reforma, mas aos poucos estamos deixando ela mais bonita. Essa semana mesmo chegaram três novos móveis e eu e o Alexandre não parávamos de admirar, ficou muito legal. A reforma com certeza não acontecerá de uma hora para outra, mas de forma gradual, de acordo com as nossas possibilidades. O astral está muito bom, com flores e maçãs frescas para os alunos e visitantes.

Claro que temos dificuldades, há momentos em que os olhos se enchem de lágrimas e algumas palavras de incentivo são necessárias para que levantemos a cabeça e continuemos. Então eu penso na frase deste grande homem…

“Obstáculos e dificuldades fazem parte da vida e a vida é a arte de superá-los. DeRose

Agradeço a todas as pessoas que tem nos ajudado, seja com palavras, seja com idéias ou ações. Não queremos nada mais que uma escola legal com muitos alunos identificados com a nossa proposta, para que possamos, através do nosso exemplo, tornar esta pequena parte do mundo um lugar melhor para viver, com pessoas cada vez mais sensíveis, conscientes, amorosas e lúcidas.

O bom é ir curtindo isso tudo ao longo do caminho, sentir a transformação das pessoas ao nosso redor e a nossa própria transformação. Conseguir perceber que podemos mudar para melhor –  nem que às vezes pareça que está tudo errado – que somos senhores do nosso destino e podemos compartilhar isso com muitas pessoas. Compartilhar e aprender, sempre!

Bolo de maçã

Simples assim. Um bolo de maçã simples que fica bem bom! Quem provou, gostou!

Ingredientes

  • 4 maçãs
  • 3 ovos
  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de fermento
  • canela

Preparo

Descasque as maçãs e corte-as em cubinhos. Polvilhe um pouco de açúcar e canela e reserve. Bata as cascas das maçãs com os ovos e o açúcar no liquidificador. Em uma tigela coloque a farinha, o fermento e a mistura feita no liquidificador. Misture bem e junte as maçãs. Envolva-as bem na massa e coloque num refratário para assar por cerca de 35 minutos.

Pronto! O aroma vai ficando pela casa hmm.. Eu gosto de colocar mais canela na massa e, quando tenho em casa, também gosto de colocar amêndoas ou castanhas-do-pará. Sirva com um chá gostoso.

C’est ça mes amis! Bon appétit!

Curso de coreografia em Porto Alegre

Uma das características mais importantes do SwáSthya Yôga é o resgate do conceito arcaico de seqüências encadeadas sem repetição, ou seja, as coreografias. Nas nossas práticas, valorizamos muito as passagens de uma técnica para a outra, vamos aprendendo a ter mais consciência do nosso corpo, e em conseqüência, da nossa movimentação, tornando-a mais sutil e mais lenta. Aprendemos também a nos preocupar mais com os detalhes, criando um harmonioso encadeamento entre as técnicas.

No final de semana do dias 16 e 17/4 teremos dois cursos aqui em Porto Alegre com a profª argentina Yael  Barcesat. Ela, que é referência em coreografia no nosso método, estará aqui para compartilhar conosco sobre essa arte de movimentar-se com o corpo. O outro curso será sobre mantra e percussão, que dentro de alguns dias falarei também um pouquinho aqui.  Os cursos são abertos para todos os alunos! Inscrições você faz aqui na nossa escola pelo telefone (51) 3330-7156. Lembrando que se você se inscrever nos dois, ganha um belíssimo desconto.

Abaixo, uma coreografia da Yael para você já ir sentindo o gostinho de como será o curso…

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Sexta-feira com café!

A semana já está terminando.  O dia de hoje começou cedinho. Após a minha aula das 7h, estou aqui pensando em chegar na padaria aqui ao lado e comprar um pão fresquinho pra tomar aquele café gostoso. Me sinto feliz e um café quentinho potencializa essa felicidade.

Bom final de semana.

hmmm...

Receitas do Gourmet Indiano

Na última quarta-feira realizamos o nosso primeiro gourmet aqui na Unidade Moinhos. Eu e a Manuela Zaffari, que trouxe a receita, fomos para a cozinha e preparamos as delícias abaixo.

* CHUTNEY DE MANGA * (Entrada)

Ingredientes

  • 2 xícaras de vinagre
  • 2 xícaras de açúcar
  • 3 mangas verdes
  • 1 gengibre
  • 3 dentes de alho
  • 1/2 colher de sal
  • 1 xícara de uvas-passas
  • pimenta
  • pau de canela

Preparo

Junte o vinagre e o açúcar e leve ao fogo até ferver. Coloque o restante dos ingredientes e deixe cozinhar por um bom tempo até a mistura ficar numa consistência cremosa. Sirva com bolachinhas ou torradinhas salgadas.

* KOFTAS AO MOLHO DE YOGURT COM ERVAS FINAS*

Ingredientes koftas

  • 15 colheres de óleo
  • 3 cebolas picadas
  • 3 cenouras picadas
  • 1 maço de aipo
  • 2 pimentas com semente
  • 10 colheres de chá de curry
  • 675g de lentilha vermelha
  • 1800ml de caldo de legumes
  • 6 colheres de sopa de polpa de tomate
  • 400g de pão ralado
  • 180g de castanha de caju picada
  • 6 colheres de sopa de coentro (substituimos por cardamomo)
  • 3 ovos batidos

Preparo

Refogue a cebola, cenoura, aipo e pimenta mexendo durante 5 minutos. Adicione o curry e a lentilha mexendo por mais um minuto. Adicione o caldo de legumes e deixe ferver e cozinhar por 20 minutos até que as lentilhas estejam tenras e todo o líquido tiver sido absorvido. Tire do fogo e deixe esfriar. Logo após, junte o pão, as castanhas, o coentro, os ovos e temperos a gosto. Mexa bem e deixe esfriar. Molde as bolas e coloque-as numa forma untada, pincele com óleo e polvilhe com garammasala. Asse em forno pré-aquecido a 180° durante 15-20 minutos até fumegar e ficar dourado.

Para o molho de yogurt

  • 1 xícara de yogurt
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • suco de 1 limão
  • 1/2 dente de alho
  • ervas finas
  • sal

Bata delicadamente todos os ingredientes.

* ARROZ COM LEITE DE COCO *

Ingredientes

  • 1 cebola picada
  • 2 xícaras de arroz
  • 1 leite de coco
  • 2 e 1/2 xícara de água fervente

Preparo

Frite a cebola e refogue com o arroz. Adicione a água, o leite de coco e sal e cozinhe normalmente.

* PULAV DE VEGETAIS *

Ingredientes

  • Vegetais de sua preferência (usamos brócolis, cenouras e cebolas)
  • Manteiga
  • Temperos

Preparo

Em uma panela antiaderente aqueça a manteiga e junte os vegetais. Mexa sempre até os legumes ficarem “al dente”, ou seja, crocantes. Tempere a gosto. (Aqui, foi muito bem temperado com pimenta, cardamomo, gengibre, cominho…).

Gourmet indiano