Blog de Sarita Borges

C'est la vie

Archive for Setembro, 2009

É preciso dar o primeiro passo!

Pra tudo na vida é assim, não adianta. Muitas vezes custa muito que demos o primeiro passo. Ah, como é difícil. Eu mesma demorei tanto para ter um blog, mesmo gostando muito de escrever. Nós sabemos que temos que mudar certa atitude, sabemos que não é legal comer o doce logo após o salgado e também sabemos que, muitas vezes, é melhor ouvir do que sair falando. (Isso para não falarmos das grandes mudanças). Mas a distância entre saber e o fazer pode ser bem menor. Tenho tentado todos os dias me puxar para fazer o melhor e criar novos condicionamentos para ter hábitos melhores. Mas não é lá tão fácil mudar a direção dos nossos pensamentos, já que os hábitos depois de criados são fortes. Após realizada uma ação, fica mais fácil realizá-la de novo, seja para o bem ou para o mal e isso é fato comprovado. Mas mudar não é tarefa impossível, cabe a nós querermos, em primeiro lugar. No fundo a gente sabe onde estão as respostas e o que irá nos motivar para mudar e evoluir.

O documentário Quem somos nós?, título original What the Bleep do We Know?, trata muito bem deste assunto. De como os nossos maus condicionamentos podem guiar a nossa vida, se não tomarmos uma atitude. A protagonista mostra que é possível passar de simples vítima das circunstâncias para alguém que pode realmente deter o controle sobre seus sentimentos e sua existência. Vale muito a pena assistir a este documentário na íntegra. Lembremos ainda: tão importante quanto a iniciativa é também a “acabativa”.

Vamos começar a caminhar?

Boa sexta-feira!

Já falei um pouco sobre não acreditar aqui no blog, volto com este assunto hoje pois considero de extrema importância que criemos este hábito. Hoje usarei das palavras de alguém que conhece muito bem deste assunto e escreve de uma forma que não deixa dúvidas, o educador e escritor DeRose. O trecho foi retirado do livro “Boas Maneiras no Yôga”.

Em fofoca não se deve acreditar, nem nas mais ingênuas. Jamais encorajá-las. Lembre-se que o fofoqueiro é um pombo-correio que leva e traz. O que ele estiver fofocando sobre o Beltrano ausente, provavelmente fofocará a seu respeito assim que você virar as costas. Corte habilmente o assinto ou retire-se sem muito alarde.

Lembre-se do axioma n. 1 do SwáSthya Yôga:  Não acredite. Esse é o nosso primeiro dispositivo para neutralizar fofocas.

O dispositivo n. 2 é não passar adiante nenhuma observação que mencione o nome de alguém. Se o comentário tiver nome, morre ali.

O dispositivo n. 3 é o acordo tácito entre nós de que quando alguém tiver algo a comentar, não mandará recado, mas sim falará diretamente com a pessoa interessada.

O dispositivo n. 4 é a confiança e a certeza de que nosso amigo ou companheiro está cumprindo o dispositivo número 3, acima.

O dispositivo n. 5 é o exercício usado na antiguidade e que chegou aos nossos tempos com o nome de telefone sem fio, o qual consiste em formar-se um círculo de pessoas e passar uma frase à primeira, para que ela passe adiante e assim sucessivamente até que chegue ao último do círculo. As distorções são tão grandes e absurdas que nos fazem compreender como surgem os falsos rumores. E, ao mesmo tempo, vacinam as pessoas mais inteligentes para que não acreditem no que ouvirem, seja lá de quem vier a notícia, até das mais críveis.

Os quatro filtros

Antes de passar um comentário adiante, pense:

  1. É verdade?
  2. Tem certeza?
  3. É útil?
  4. Vai contribuir para fazer as pessoas mais felizes?

Se não satisfazer a cada um desses crivos, não passe o comentário para frente. Utilizando este dispositivo, você estará praticamente protegido contra o vírus malsão dessa doença chamada fofoca.

Cito aqui ainda um artigo do Alexandre possivelmente relacionado com este post. Neste artigo ele fala sobre o cantor Wilson Simonal e a difamação sofrida por ele. Aqui o link:  http://alexandremontagna.com/blog/arquivo/wilson-simonal-e-a-velha-historia-de-difamacao/

Aproveitem!!

Acidente na estrada

Olá!! Nem queria falar sobre este assunto no blog mas parece que algo tem que ser dito. Então lá vai: neste último fim de semana, quando nos dirigíamos a Joinville, eu, Alexandre, Dani e Hélio sofremos um acidente de carro. Foi tudo muito rápido, eu estava lendo e quando levantei os olhos vi que iríamos bater. A sensação é muito ruim, pois não há o que fazer, só esperar pra ver. Felizmente não foi nada muito grave e estamos todos em repouso, para a nossa melhor recuperação. Eu tive um pequena contusão em um ligamento do pé esquerdo, por isso estou com ele aqui erguido. Devo ficar umas duas semanas de molho em casa.

Depois que toda a loucura e agitação do momento passou, estou aqui pensando no quão valiosa é a vida. Sei que parece clichê, mas é isso mesmo, com certeza saio desta experiência com mais consciência das minhas atitudes. Eu estava sentada no banco de trás, mas isso não era motivo para eu não estar usando o cinto de segurança, desta forma não teria fraturado o meu pé e muitas situações posteriores poderiam ter sido evitadas. Mas, como a vida é um eterno aprendizado, sigamos aprendendo. Obrigada a todos pelos votos de recuperação e pelas boas mentalizações. SwáSthya!


Parabéns Administradores!

Hoje, dia 9 de setembro é o dia do administrador de empresas. Este profissional que além de exercer suas funções básicas (planejar, organizar, dirigir e controlar) deve ter um olho sempre a frente dos demais, deve ser um líder, um agente de mudança. Afinal hoje, com toda a concorrência existente e a preocupação do consumidor em escolher o melhor para si, o gestor que não se antecipar e não souber levar a sua equipe ao encontro das necessidades de seus clientes, vai ficando para trás.

Parabéns a todos estes profissionais que contribuem diariamente com o desenvolvimento das organizações e valorizam o conhecimento e a disseminação de idéias inovadoras.

Minha formatura!

Minha formatura!

Alimentação Vegetariana

Sou vegetariana há três anos e meio e foi uma das melhores escolhas que já fiz na minha vida. O Alexandre foi quem tornou-se primeiro e a partir daí eu levei 7 meses para topar a idéia. Neste meio tempo ele me falou e me mostrou coisas que eu nunca havia parado para pensar e com o passar do tempo fui percebendo que esta era mesmo uma decisão muito sábia, digna de pessoas que param para refletir e fazem a mudança que julgam necessária. (E isso serve para qualquer tipo de mudança que queremos fazer e não temos coragem ou iniciativa). Lá no início, eu pensava e ponderava muito como é que iria ser a reação da minha família, como eu me sentiria em eventos sociais, com amigos etc. Mas encarei a mudança e hoje posso dizer que não foi difícil como eu imaginava que seria. Na verdade, não foi nada difícil. Em casa, fui solicitando com muita gentileza que alguns velhos hábitos fossem substituídos – como deixar de colocar bacon no feijão – e também fui sugerindo novos pratos a serem feitos. Em relação aos amigos, quem é amigo mesmo entende e respeita a sua decisão e a estes você pode dar alguma explicação, se isso for solicitado. De resto, não devemos explicações a ninguém. Eu só falo sobre este assunto quando sinto que a pessoa está realmente interessada, que está disposta a ouvir e não apenas querendo uma discussão.

Quando paramos de comer carne achamos que as nossas opções irão reduzir, na verdade elas aumentam muito pois nós nos damos a chance de descobrir comidas deliciosas que antes não faziam parte do nosso cardápio. Passamos a usar leguminosas, cereais, hortaliças, queijos, ovos, leite e iogurtes de uma maneira que antes era impensável. Junte estes ingredientes com deliciosos temperos e especiarias como curry, açafrão, cardamomo, pimenta, páprica, cominho, manjericão, orégano, alecrim, manjerona e tantos outros e você poderá obter deliciosos pratos de forno e fogão.

Bem, não quero me prolongar agora neste assunto, pois não tenho a intenção de convencer ninguém, mas apenas mostrar que com um pouco de determinação é possível realizar mudanças positivas que só irão fazer bem, em todos os sentidos. Este é realmente um maravilhoso sistema alimentar, que ainda sofre muito preconceito justamente pelas pessoas acharem que só comemos alface. Ah, e soja não faz parte do meu cardápio, não gosto e não preciso dela para viver bem.

E eu nem falei dos benefícios para a saúde, a leveza no corpo, a disposição, a melhor percepção do paladar, lala lala.. aqui temos assunto para outro post hehe.

Abaixo, um quadro que mostra os recursos necessários para a produção de 1 kg de carne.

Vale a pena dar uma pensadinha sobre isso, não vale?


Apresento a vocês hoje um entrevista muito bem feita pelo jornalista português António Mateus. O entrevistado é o educador DeRose. Digo que a entrevista foi bem conduzida pois o entrevistador tinha conhecimento do assunto em questão e soube fazer as perguntas adequadas. Assim, pudemos tirar o máximo proveito das respostas obtidas.

O desenrolar da conversa nos mostra uma filosofia de vida, uma cultura. Vale a pena se despir de velhos paradigmas e preconceitos bobos e tentar assimilar as boas idéias e formas de percepção da vida que esta conversa nos proporciona. Não há nada a perder mas há muito a ganhar.

Clique aqui e faça o download da entrevista.

Neste assunto, há algum tempo venho criando o hábito de não acreditar. Não acreditar em desde aquilo que uma vizinha me diz na esquina até aquilo que vejo na tv, revistas ou internet. Isso porque é muito fácil que a mensagem não venha até mim (ou você) como realmente é. Prefiro ir em busca das informações, se possível na fonte, e assim conhecer muito bem os fatores ligados ao assunto para formar a minha opinião, que pode ser mudada a qualquer momento com base em novos conhecimentos adquiridos. Faço isso porque é o que gostaria que fizessem comigo ou perante o meu negócio, ou seja, que venham até ele para conhecê-lo e assim tirarem suas próprias conclusões, baseando-se no que se vê, no que se sente. Isso é muito importante pois do contrário acabamos sendo “maquininhas” de repetir e de agir, o que tira toda a originalidade e veracidade dos fatos. É muito feio e deselegante falar mal do que – ou de quem – não se conhece. O “não acredite” é o axioma número um do Método DeRose.

Bem, gostaria muito que você assistisse à entrevista, e, se gostar, que divulgasse aos seus amigos. Invista uma hora do seu dia nesta conversa e perceba outras possibilidades. É uma bela forma de viver! Requer mudanças sim, mas “toda evolução pressupõe mudança” (Ricardo Mallet). E é rumo a ela que caminhamos.

 

PS: Em Chapecó você encontra esta filosofia aqui.