Curso aperfeiçoando o ashtánga sádhana: Percepções (Parte 2)
Filed Under : Método DeRose by Sary
Set.24,2011Demorou, mas como eu havia prometido aqui está a continuação do post feito lá em julho. A vida tem sido muito boa, após esse post escreverei outro sobre as news.
Bom, entramos assim na quinta parte da prática, que são os…
5. Kriyás, atividade de purificação das mucosas. No ashtánga sádhana os kriyás preparam o corpo para que os ásanas atuem. São técnicas que promovem uma limpeza interna do nosso corpo através de um massageamento dos órgãos abdominais, desobstrução e limpeza das vias respiratórias e pulmões e, ainda, limpeza e revitalização dos globos e músculos oculares.
Num nível mais sutil, os kriyás atuam também no nosso comportamento. Promove-se, além da higiene do corpo, uma higiene mental, quando observamos mais o nosso corpo emocional e os nossos sentimentos. É importante ter a noção de que não devemos poluir a nossa mente e emoções com sentimentos pesados e negativos. Quanto mais você alimentar essas emoções ruins, mais elas criam forças e aumentam, assim é que se forma um mau hábito. Percebendo este comportamento, pare imediatamente. Conviva com o oposto, ou seja, pense logo no oposto desta emoção ruim, pense no lado bom, perceba o lado bom e vá substituindo as emoções. Ainda aqui: aprenda a atenuar o ego, este é um empecilho para despertar a força ígnea da kundaliní, responsável pela eclosão do samádhi (meta do Yôga – um estado expandido de consciência).
6. Ásana compõe a sexta parte da prática ortodoxa de SwáSthya Yôga, são as técnicas corporais. Para ser ásana é preciso que junto da execução da técnica haja a participação da consciência. Você faz a técnica focado no seu corpo e sentindo as percepções resultantes dos movimentos. São técnicas que nos fornecem força, flexibilidade, tônus muscular, energia e, principalmente, consciência corporal.
Através da execução dos ásanas nos percebemos mais e colocamos a nossa consciência na técnica para dar o nosso melhor. Fazemos com bháva, que é um profundo sentimento ou reverência por tudo aquilo que se faz. Trabalhamos determinação e autossuperação permanecendo na técnica até o final. Aperfeiçoamos também o autoestudo, nos observando a cada instante e percebendo se podemos melhorar e avançar ainda mais. Aumentamos a nossa concentração e o nossa capacidade de foco. Resumindo: Através dos ásanas aperfeiçoamos características que são imprescindíveis para a conquista dos nossos objetivos na vida.
7. A sétima parte da prática é o Yôganidrá, técnica de descontração. Na prática é o momento em que o nosso corpo assimila as técnicas realizadas até então. Promove-se uma descontração muscular dos pés a cabeça, relaxando e soltando cada parte do corpo. Nesta parte também aprendemos a nos reprogramar emocionalmente, cultivando e exaltando sentimentos e hábitos positivos, saudáveis e, ao mesmo tempo, hábitos menos aconselháveis passam a ser eliminados.
Aplicando o yôganidrá na nossa vida, podemos afirmar que o tempo de descanso e assimilação é muito necessário, em tudo que se faça. É fundamental fazer pausas para assimilar o que foi aprendido. Após muitas horas de trabalho ou estudo, você deve parar e descansar. É aquele momento em que o sol está brilhando e você sai de casa para dar uma bela caminhada no parque, senta e toma um chimas com as pessoas queridas, aquelas que fazem a vida valer a pena. E se estiver chovendo? Aquele soninho gostoso ou aquele filme debaixo das cobertas. Recarregar as baterias.
8. Samyama é a oitava e última parte do sádhana: concentração, meditação e hiperconsciência. Consiste em você conseguir, em uma só sentada, esses três níveis de consciência. É treinamento, cada um vai até onde consegue. É o momento da prática em que tentamos cessar os pensamentos e as instabilidades da mente. Meditar é não pensar em nada, para tanto, usamos de várias técnicas para conseguir chegar neste estado. As dispersões são muitas e o samyama é o momento em que mais sentimos dificuldades, pois é muito difícil que a nossa mente não faça associações. Por que não é natural cessar os pensamentos? Tem coisas que não compreendemos no estado de consciência em que estamos agora.
Na nossa vida o samyama nos ensina a viver o momento presente. Deixe o passado para trás, o futuro ainda não lhe pertence, o que você tem é o agora. Esteja aqui e agora com toda a intensidade. É batido, eu sei, mas é isso mesmo. Carpe diem!
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Essas foram as minhas percepções sobre o curso, um dos melhores que já fiz. Espero que contribua positivamente para a sua reflexão e evolução. Sinto-me feliz em poder compartilhar isso com você.
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