SwáSthya!

Eu me lembro… A Religião

O livro Eu me lembro, do Educador DeRose, é um relato poético inspirado em um povo que viveu há muito tempo atrás, em algum lugar do mundo. Um livro muito gostoso de ler, de uma sensibilidade marcante e que traz em sua narrativa os principais conceitos do Método DeRose.

Abaixo um dos capítulos, o qual aborda a religião sob o aspecto naturalista.

“Mercadores e outros viajantes vindos de terras distantes, passando pela nossa região, comentavam que éramos um povo estranho por nossa forma de ser e, mais ainda, pela nossa religião. Eu não achava nosso povo na da estranho. Estranhos eram os outros, que tinham o semblante contraído, carregavam pesados símbolos religiosos e eram obrigados a fazer rituais e oferendas a deuses que eles nunca haivam visto, mas juravam que existiam.

Eles achavam curioso que não tivéssemos templos e que reverenciássemos as forças da natureza. A estas, não as chamávamos de deuses. Simplesmente prestávamos reverência ao sol, que nos iluminava e aquecia; às arvores, que nos proporcionavam alimento, sombra e madeira para construir nossas casas; aos rios, que possibilitavam a vida de todos os vegetais e animais. Não precisávamos de símbolos para adorá-los, pois a Natureza estava à nossa volta. Se queríamos reverenciar o sol, não precisávamos de um símbolo solar, bastava voltarmo-nos para ele, que estava ali todos os dias. À noite, a lua e o céu estrelado eram por si só um magnífico templo abobadado sobre as nossas cabeças, a influenciar nossas colheitas, a gestação de nossas mulheres e o comportamento de todos, até dos animais.

Nós podíamos ver aqueles que cultuávamos. Isso tornava nossa reverência muito mais concreta. Quando semeávamos, agradecíamos à terra. Quando colhíamos, agradecíamos à planta que nos cedia o alimento. Quando nos banhávamos nos rios ou quando bebíamos a água das fontes, agradecíamos por ela estar ali para purificar-nos o corpo e nos saciar a sede. Por isso, não precisávamos de sacerdotes, nem de rituais.

Observamos várias vezes entre forasteiros que, quando algum deles caía doente ou sofria um acidente, ou qualquer outra ocorrência infeliz, quase sempre eles atribuíam a desventura à ira dos deuses ou outros seres sobrenaturais por alguma falta cometida. Entre nosso povo, ao contrário, quando alguém ficava enfermo, feria-se ou morria, aceitávamos,  simplesmente, que essas coisas acontecem, estávamos testemunhando isso ocorrer o tempo todo com os animais e com as plantas, que também adoeciam, sofriam acidentes e morriam, naturalmente. E procurávamos tirar da experiência algum aprendizado para evitar, na medida do possível, que o fato desditoso se repetisse. Éramos muito mais felizes que os estrangeiros, uma vez que não nutríamos medos nem culpas”.

Eu e o querido autor!
Felicidade!

No blog da Instrutora Fernanda Rengel você encontra mais um lindo capítulo deste livro, foi daí que me inspirei para publicar este!

2 Comments

  1. Daniel Gonçalves Mansur

    Que estilo de vida lindo e instigante esta narrativa baseado em um povo de origens naturais e matriarcais. Fecho os olhos cada vez que ouço o Mestre falar para criar a imaginação daquele momento. Demais. Bjs

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    Sary Reply:

    Perfeito né.. beijinhos 🙂

    [Responder]

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