Curso aperfeiçoando o ashtánga sádhana: Percepções (Parte 1)
Filed Under : Método DeRose by Sary
Jul.2,2011Há alguns dias tivemos aqui em Porto Alegre dois cursos com o professor do Método DeRose, Rogério Brant e há dias eu quero compartilhar as minhas percepções. O Método DeRose é composto por conceitos e técnicas. Rogério focou na parte conceitual da prática, como aplicar os conhecimentos adquiridos em sala no cotidiano. A parte técnica do Método é composto pelas técnicas milenares do Yôga Antigo. O ashtánga sádhana é a prática ortodoxa do método, composta por oito feixes de técnicas.
1. A primeira parte da prática são os Mudrás. Gestos reflexológicos feitos com as mãos. Gestos carregados de poder que funcionam como chaves para acessar determinados setores do inconsciente coletivo.
Aqui entendemos que este é o momento que nos tornamos receptivos para aprender. Quanto mais receptivos formos, mais aprenderemos. Assim é com tudo na vida, quando você está realmente disposto a aprender, o conhecimento é assimilado melhor, muito melhor. Até quando o professor erra, você aprende. Então aplique: para aprender, esteja receptivo.
2. A segunda parte da prática é o Pújá, retribuição de energia. É o momento que geramos identificação com o que nos cerca na prática: o local, o instrutor, o mestre do instrutor e Shiva, o homem que viveu na antiguidade e a quem é atribuido a criação do Yôga.
No dia-a-dia percebemos que quando nos identificamos com uma pessoa, passamos a ter gostos similares com os dela. Quando gostamos muito de um professor, pelo motivo que for, aprendemos mais. Havendo um link emocional, um vínculo, o conhecimento flui. Anote aí: se você gostar do professor, aprenderá mais. Isso é para qualquer professor, de qualquer coisa.
3. Os Mantras compõem a terceira parte da prática. São vocalizações de sons e ultrassons que visam desesclerosar os canais energéticos do nosso corpo para que a bioenergia possa circular. Existem mantras para conquistar extroversão e outros para introversão.
Palavra é mantra. E isso você pode aplicar em tudo o que falar. Se falou que vai fazer, faça! Se combinou de se encontrar com Fulano mais tarde, vá ao encontro. Honre a sua palavra e cumpra o que você fala. Se você não estiver afim do programa ou da ação a ser realizada, no momento em que estiver combinando não dê certeza, não se comprometa. A partir do momento que se comprometeu, cumpra.
4. Os Pránáyámas correspondem à quarta parte da prática, são técnicas que consistem na expansão da bioenergia através de respiratórios. Após termos desobstruídos os canais energéticos nos mantras, fazemos com que a energia vital circule com mais fluidez por eles, vitalizando o nosso organismo.
Você pode notar como uma pessoa está se sentindo emocionalmente analisando a sua respiração. No geral, as emoções são sentimentos subconscientes, instintivos. Num sentido mais sutil, uma das funções do pránáyáma é fazer com que as emoções tornem-se conscientes. Faz uma ponte entre o subconsciente e o consciente e você se torna capaz de interferir nas suas emoções, controlando seus sentimentos. É função da natureza fazer escolhas para você, até que você seja capaz de fazê-las. Ela precisa sentir que você está mais preparado e então vai lhe dando mais autonomia. Se você perceber que pode mudar, é porque a natureza percebeu isso e está lhe dando a autonomia necessária. O pránáyáma lhe auxilia a perceber o seu comportamento animal e lhe dá energia para que você refine o seu comportamento, mais e mais.
— continua —
Continua no próximo post.


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